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Resultado: pesquisa sobre mulher no mercado publicitário e de marketing em Divinópolis

By 23 de junho de 2017 No Comments

Com o objetivo de entender realmente quem são as mulheres no mercado publicitário e de marketing de Divinópolis, a House realizou uma pesquisa sobre o tema. 42 profissionais responderam e fizemos muitas descobertas interessantes sobre a força de trabalho feminina na cidade.

A maioria, 31%, tem entre 25 e 30 anos e não tem filhos(85,4%)

O nível de escolaridade predominante é a pós-graduação ou MBA. Um dado interessante é que 25%, 10 mulheres, responderam que têm doutorado. Uma das mulheres tem mestrado.

O curso de graduação mais citado foi o de publicidade seguido por jornalismo.

Sobre a área de atuação, 64,1% trabalham com publicidade. 25,6% estão no setor de marketing e 10,3% com jornalismo on-line.

As habilidades que as divinopolitanas da publicidade e do marketing mais têm é com  planejamento, produção de conteúdo, captação de imagens, atendimento, design e mídia. Para tristeza da House, apenas uma mulher considerou a programação como uma das habilidades fortes.

Como acreditávamos, 87,8% desenvolvem ou já desenvolveram trabalhos para a internet.

A maioria das mulheres trabalha na área de design para internet, seguidas por produtoras de conteúdos para sites e blog. Trabalhos relacionados ao gerenciamento de redes sociais também apareceram bastante. Apenas três desenvolveram algum site e uma das mulheres vende espaço publicitário.

Estatísticas tristes sobre as mulheres da publicidade em Divinópolis

De acordo com nossa pesquisa, apenas seis mulheres ocupam funções de gerência e diretoria, o restante trabalha como analista, assessora e outros.

Outra realidade triste entre as que responderam à pesquisa é que elas têm mais de um trabalho.

Ficamos mais tristes ainda quando perguntamos se as mulheres haviam sofrido preconceito. Grande parte marcou não(58,5%). Porém, nossa questão aberta sobre o que significa ser mulher no mercado de trabalho hoje tornou-se um espaço de desabafos acerca da realidade das participantes do estudo.

Das 42 participantes, 29 desabafaram sobre os preconceitos sofridos e a realidade de trabalho que consideraram machista. Comprometemos a não divulgar o nome de quem respondeu ao questionário, porém destacamos parte do conteúdo.

Comentários sobre a diferença salarial, ter que trabalhar o dobro para ganhar metade, além da luta diária contra o preconceito foram desabafos comuns. Ter que lutar mais para provar que tem credibilidade e enfrentar os mais diversos tipos de machismo também foram citados. Muitas das mulheres destacaram a competência da mulher, mas alegaram que apenas ser competente é pouco em um mercado machista.

Entender o que as mulheres sentem e por quais desafios passam é o primeiro passo para mudar a realidade. A revolução pode ser diária, tem de estar na forma que tratamos o público feminino, ao decidir o salário de uma mulher e principalmente em ver a capacidade delas acima de qualquer fator. Faça sua parte!

Talita é jornalista e pós-graduada em revisão de textos. Trabalha com gestão de redes sociais e produção de conteúdo desde que se formou. Além de produzir conteúdo para sites e blogs institucionais, também se aventura nos textos literários.