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Little Things: naming e identidade visual

By 24 de outubro de 2017 No Comments
Logo Little Things

Certo dia recebi uma ligação com um desafio. Uma amiga que se tornou cliente iria abrir uma loja e estava perdida com o nome que daria para a empresa. Eu nunca havia feito o trabalho de naming, o máximo que chegou perto disso foi a criação do Texto do Dia e Notícias do Bem, que chegaram em um insightbem rápido.

No entanto, a identificação com a proposta da loja especializada em artigos infantis me chamou a atenção. A Rachel me contou que a ideia era buscar no Brasil e exterior os melhores produtos para os pequenos. Além do trabalho de naming, ela me pediu a criação da identidade visual para a loja. O espaço físico também iria ser projetado na mesma época.

A primeira sensação que tive foi de pisar no ar, a loja era como uma casa muito engraçada, aquela da música. Não tinha espaço físico, nome ou logo, nenhuma ideia neste sentido. Estar no nada me confortou por outro lado. O coração de um profissional de marketing vibra quando o cliente começa tudo certinho, se preocupa com cada detalhe.

Chamei a parceira da House Rayana Andrade para a empreitada e felizmente ela topou o desafio.

Concepção do nome: processo e significados  

O primeiro passo para criar o nome foi básico: briefing. Apliquei também o DNA da Marca, uma método excelente para conhecer a personalidade das empresas. Depois chamei a Rayana para um brainstorm. Foram muitas horas de discussão depois do toró de ideias.

Quando achávamos um nome genial descobríamos que era muito comum já. Como diz o pai de uma amiga minha:

“Se você acha que teve uma ideia nova talvez tenha lido pouco”.

No entanto, desde o início coloquei alguns pontos importantes:

  • Poderia ser, mas não necessariamente, um nome em inglês porque boa parte dos produtos seriam importados
  • Não queria puxar para algo feminino ou masculino para não causar o entendimento equivocado de que era uma marca só para um dos sexos.
  • O nome também deveria mostrar a abrangência da marca que tem roupas, utensílios, artigos de higiene e outras coisinhas de criança    

Essas delimitações ajudaram bastante a ter ideias alinhadas aos conceitos da marca. Chegamos por final em Little Things. Os pontos que justificaram a escolha foram:

  • Representatividade para tudo que é comercializado: roupas, acessórios e produtos de higiene, saúde
  • Relação com o público: bebês e crianças nos anos iniciais
  • Alusão ao local em que a loja estará: espaço pequeno, mas aconchegante
  • Referência ao fato de os produtos virem, na maioria dos casos, dos Estados Unidos
  • Aplicação divertida – permite brincadeiras nos textos
  • Facilidade de assimilação, duas palavras que embora sejam estrangeiras são de fácil entendimento, curtas

Achei bem interessante a preocupação com o naming, pois ao conversar, as pessoas falam sobre nomes de lojas, empresas, profissionais antes de mostrar o logo ou fotos do local, por exemplo. No imaginário, ao escutar o nome, já começa-se a formar algumas ideias sobre as marcas.

Identidade visual da Little Things

Com o nome definido, começamos a imaginar a parte visual. O projeto do espaço chegou nesta etapa também, elaborado pela arquiteta Taís Rolim. Foi ótimo porque conseguimos trabalhar alinhadas a ele. Quando a Rayana me mostrou a composição eu adorei. Na hora de apresentar para a cliente ela também aprovou de cara. Só de bater o olho dá para entender porque. Ficou linda mesmo, modéstia a parte 🙂

logo loja little thingsA Rayana usou a letra cursiva para dar um ar de sofisticação, remeter às mamães, público predominante na Little Things. A fonte da parte de baixo faz alusão às crianças, com a ideia de rabiscos bem como a estrelinha, um dos desenhos mais comuns na infância.

Essa foi a parte dois do job. Ainda tinha uma terceira, os itens de papelaria. Optamos pela tag, etiqueta, no formato da estrela, cartão de visitas e embalagem como veem nas imagens abaixo.

A parte quatro foi pensar nas artes para serem postadas nas redes sociais. A Rayana já havia comentado sobre usar desenhos de criança. Pensamos em pedir que a cliente pedisse a filha para desenhar. Só que ela fez diferente – pegou um desenho do sobrinho e nos passou.

O autor, o Daniel, já partiu há algum tempo e como tudo do universo infantil remete ao amor, fizemos questão de usá-lo. Um dos backgrounds da Little Things é exatamente o desenho do Daniel, a capa do Facebook deixa isso mais evidente ainda.

Outro detalhe é o grid do Instagram. Eu e Rayana queríamos trabalhar com mosaico, em que as imagens formam um desenho maior no final. Porém, eu gostaria que fosse algo mais suave. Assim, se um dia o Instagram mudar, fica menos evidente. A ideia de usar as bordas teve dois motivos, o primeiro era mesmo estético e para reforçar a identidade da marca, outro foi possibilitar que qualquer foto ficasse legal, independente do fundo.

Eu fiquei muito feliz com o resultado. É difícil encontrar um trabalho que o cliente pensa em tudo desde o início e confia tanto nos profissionais.

Gestão da presença on-line

A parte cinco do trabalho, que é a gestão completa da presença on-line da Little Things já começou e está tão legal quanto as outras. A loja física ainda não abriu, mas o público tem sentido o que vem por aí no Instagram e Facebook por enquanto.

Nessa fase, orientei a cliente em como comunicar-se com a rede pessoal dela e criei dispositivos para que nenhuma informação sobre estoque gere algum ruído, além de outros procedimentos que se eu fosse contar daria um outro artigo. Também tracei algumas estratégias que envolvem o off-line, pois ele é muito importante embora sejamos tão digitais.

Convido você a acompanhar as publicações, é só clicar nos links abaixo:

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Talita é jornalista e pós-graduada em revisão de textos. Trabalha com gestão de redes sociais e produção de conteúdo desde que se formou. Além de produzir conteúdo para sites e blogs institucionais, também se aventura nos textos literários.